segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pastéis de Angu

Postado por: Marília


Meu pai, Seu Paulo, é mineiro, atleticano-corinthiano e grande contador de causos. 

Embora tenha tido uma infância pobre, nos faz rir contando suas peripécias de menino do interior.
Começou a trabalhar cedo e, num bar de sua cidade natal - Nova Era - vendia os tais pastéis, preparados por minha linda tia Fany. Seus olhos se enchem de nostalgismo ao falar do quitute, que comia regado a grapette.
Uma vez eu e minha mãe tentamos fazê-lo mas foi um fiasco.
Anos se passaram e, por conta do bloglito, me propus ao desafio e num é que consegui?  \o/

um close do pastelzim


Comecei pelo recheio: refoguei mais ou menos 250g de carne moída magra em óleo. Acrescentei meia cebola picada, 2 dentes de alho (sem o broto e socados), refogando bem após cada adição. Finalizei com sal, pimenta do reino e cebolinha. Deixei esfriar.

Em uma panela coloquei 2 copos (200ml) de fubá, 2 copos (200ml) de água fria, 2 colheres (sopa) óleo e misturei bem. Acrescentei um cubinho de caldo de legumes esfarelado. Levei para cozer em fogo brando, sem parar de mexer até engrossar. Cozinhei por mais 2 minutos e retirei do fogo. Transferi o angu para uma bacia grande e deixei esfriar um pouco (ao ponto de suportar o calor com as mãos). Acrescentei 1/2 xícara de polvilho peneirado e sovei a massa até ficar homegênea. Acrescentei 1 ovo  e sovei mais um pouco. Nesse ponto a massa ficou meio grudenta. Formei uma bola e deixei descansar por 10 minutos. Comecei a trabalhar o angu formando bolinhas (do tamanho de ping-pong). Como a massa grudava um pouco, deixei uma tigelinha com um pouquinho de água perto e, conforme havia necessidade, umedecia as mãos. Depois formei uma cumbuquinha onde depositei o recheio, fechei e modelei os pasteizinhos. Repeti a operação até terminar a massa.

Em uma frigideira grande, coloquei aproximadamente 3 dedos de óleo para aquecer em fogo médio baixo. Quando já estava quentinho (testei com a palma da mão sobre a frigideira) fui acrescentando os pastéis (no máximo de cinco em cinco) sem mexer, até que se soltassem do fundo. Virei e deixei fritar do outro lado. Escorri em papel absorvente.




Minhas considerações: é um prato rústico e diferente. Eu amei! 
Pode-se variar o recheio com linguiça, bacon (devidamente fritos), couve com tomate, carne de porco, queijo de qualho. Há versão doce: goiabada com queijo, banana com canela - para tanto, dispense o tempero da massa e acrescente de uma a duas colheres (sopa) rasas de açúcar.
Eles não douram muito, como pode-se ver pela foto. Portanto não deixe fritar por muito tempo; caso contrário, a casquinha se romperá e o pastelzinho ficará gorduroso.


Comi os meus pasteizinhos com molhinho de pimenta e uma(s) cerveja(s) geladíssima(s). Delícia!

Ah! Em breve pretendo preparar este regalo para meu pai.

Bom apetite!